quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ballet de Londrina abre temporada 2015 com seu novo espetáculo

Após estreia em dezembro, a Cia Ballet de Londrina abre Temporada 2015 com o espetáculo "Sem Eira Nem Beira", em março, no Circo Funcart, sempre às 20 horas.

Inspirado na cultura popular, “Sem Eira Nem Beira” agrega a dança dos brincantes nordestinos à linguagem contemporânea com a qual o Ballet de Londrina ficou conhecido nacionalmente. Assim, manifestações como o frevo, o maracatu, o caboclinho, o cavalo marinho e as quadrilhas aparecem estilizados numa coreografia que transporta o espectador para as festas e para a devoção do Nordeste brasileiro. Após peças mais soturnas, como “A Sagração da Primavera” (2011) e “Decalque” (2007), “Sem Eira Nem Beira” aparece como o espetáculo mais luminoso da trajetória recente da companhia. 

Imagem da estreia no futuro palco do Teatro Municipal de Londrina. Foto: Mariana Hertel
“Toda vez que me sinto na zona de conforto, eu procuro me reinventar. Em ‘Sagração’, percebemos que o corpo do elenco já dominava totalmente a linguagem horizontal com a qual ficamos conhecidos. Neste espetáculo, avançamos em outras direções, fundindo o clássico e o popular – que é uma característica do Movimento Armorial. Há uma desorganização proposital na coreografia, que remete à dança de rua do Nordeste, permeada de religiosidade e festividade, onde tudo começa e termina ”, explica o diretor Leonardo Ramos. 

Já na primeira cena, uma grande escultura de Nossa Senhora da Conceição, moldada pelo artista plástico Edson Massuci, conduz a legião de devotos representada pelo elenco. Em instantes, as formações predominantemente coletivas e circulares dos bailarinos transformam a aura mística. A coreografia faz referência às celebrações públicas e à dimensão privada de personagens anônimos, sem eira nem beira na vida, mas irradiadores de uma cultura visionária, que unifica sagrado e profano, erudito e popular, alegria e dor.

Serviço:
Sem Eira Nem Beira
1ª Temporada de 2015
Dias 7,8,14,15,21,22,28,29 (sábados e domingos)
Às 20h
No Circo Funcart - Rua Senador Souza Naves, 2380 - 3342-2362
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia e antecipado*)
*Venda antecipada na Funcart, de segunda a sexta em horário comercial.
*Servidor público estadual em greve (Educação-saúde-detran) não pagam ingresso na 1ª temporada. Limite de 50 ingressos por apresentação.

Ficha Técnica:
Sem Eira Nem Beira
Ballet de Londrina
Direção e criação: Leonardo Ramos
Coreografia e ensaios: Leonardo Ramos e Marciano Boletti
Elenco: Alessandra Menegazzo, Ariela Pauli(trainee), Bruno Calisto, Giovana Machado, José Maria, José Ivo, Kamila Oliveira, Marciano Boletti, Nayara Stanganelli, Thiago Spengler, Vitor Rodrigues, Viviane Terrenta.
Músicas: Quinteto Armorial: Fernando Torres Barbosa, Egildo Vieira do Nascimento, Antônio Nóbrega, Antônio José Madureira, Edison Eulálio Cabral
Direção de produção: Danieli Pereira
Assessoria de comunicação: Renato Forin Jr.
Fotos: Fábio Alcover e Mariana Hertel
Designer Gráfico: João Damiano
Web: Cláudio de Souza
Imagem de Nossa Senhora da Conceição: Edson Massuci
Figurinos: Raphael Magalhães
Fisioterapia: Marcelo Sayun
Técnicos de Palco: Roberto Rosa e Romildo Ramalho Ramos


Caprichosa voz que vem do pensamento

Neste final de semana, no Circo Funcart, o espetáculo Contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna,"Caprichosa Voz que vem do Pensamento".

O espetáculo é Inspirado no conto "O Cavalo Perdido", do escritor uruguaio Felisberto Hernández, na qual objetos inanimados ganham vida. Em cena, o piano, batizado de "Felisberto", se torna um terceiro personagens do espetáculo. 

A direção é do diretor de teatro Aderbal Freire-Filho, e a atuação fica por conta da bailarina Maria Alice Poppe e do pianista Tato Taborda.
"Caprichosa Voz que vem do Pensamento é um espetáculo para uma bailarina, um pianista e um piano preparado, em que todas as artes reunidas para sua composição – dança, literatura, teatro, circo, rádio-teatro, mágica, pintura – aspiram a ser música. Enquanto isso, um recital de piano que se frustra avança a partir da combinação de caos e ordem, que provoca a ruptura em que os artistas se separam e especializam. A partir daí, memórias, objetos, espetáculo de variedades, magia, o filme mudo das recordações, o ar e a voz que vêm do pensamento estruturam a relação entre bailarina e pianista até a grande fantasia final.
Quando só resta agradecer a colaboração de William Shakespeare, Felisberto Hernandez, Walt Whitman, José Gil, Klauss Vianna, Édouard Manet, Steve Paxton, John Cage, Pina Bausch, Jean Baudrillard, Georges Meliès, Atahualpa del Cioppo e Geralda." [Por Aderbal Freire-Filho, Maria Alice Poppe e Tato Taborda]



Serviço:
"A Caprichosa Voz que Vem do Pensamento"
Dias 27, 28 fevereiro às 20 horas e 01 de março às 19 horas.
Circo Funcart: Rua Souza Naves, 2380 - 3342-2362
Entrada LIVRE (retirada do convite com uma hora de antecedência, na FUNCART)


Assista  um pequeno registro da obra


video






quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Agon Teatro prepara espetáculo em Londrina

Grupo estreia em março a montagem “Ovo”, que aposta na dramaturgia autoral e investe na pesquisa de novas formas de encenação pautadas na tradição

          Para o Agon Teatro, grupo que há três anos desenvolve investigações sobre dramaturgia e encenação contemporânea em Londrina, teatro é trabalho artesanal. Após o longo período de estudos teóricos e na sala de ensaio, a trupe faz os ajustes finais do espetáculo de estreia, previsto para março. A montagem “Ovo” tem dramaturgia de Renato Forin Jr. e leva à cena, além dele, a atriz Danieli Pereira. Na trama, eles interpretam dois irmãos que escavam os sentimentos e tabus familiares no momento em que recebem a notícia da morte da mãe.
            “É uma percepção apurada de que o tempo vai passando, vai varrendo as lembranças, as histórias e os próprios membros da família. O texto trabalha de forma lírica esses temas e propõe uma encenação em arena, para um público reduzido, o que facilita a proximidade com os espectadores”, explica o dramaturgo. De acordo com ele, a ideia é praticar a invenção formal, própria da linha contemporânea, sem perder a essência do teatro – o encontro, a reflexão, a efemeridade do gesto artístico.
Renato, doutorando em letras com ênfase em dramaturgia, e Danieli, bacharel em artes cênicas pela UEL, são fundadores do Agon. A proposta é manter-se como grupo de pesquisa permanente e trabalhar com artistas convidados. O formato, bastante praticado por outros coletivos brasileiros, permite ecletismo nas montagens e a possibilidade de atender às demandas estéticas de cada trabalho.
Em “Ovo”, espetáculo que tem patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), os atores contam com a orientação de direção de Marcio Abreu (da Companhia Brasileira de Teatro), criação sonora de José Carlos Pires Junior, desenho de luz de Maria Emília Cunha e figurino de Nathalia Oncken.

          Sediado na Vila Usina Cultural, o Agon Teatro mantém uma rotina de ensaios e treinamentos baseados em linhas de força da tradição. “Para colocar em cena um texto como este, em que se põe em crise questões como os personagens e a própria fábula, precisamos mesclar ensinamentos dos grandes mestres e, de certa forma, atualizá-los, reinventá-los”, explica a atriz Danieli Pereira.
As incursões do grupo vão de influências realistas, baseadas no estudo da análise ativa de Stanislavski, a procedimentos da antropologia teatral, sistematizados por Eugenio Barba. Como matéria-prima para o treinamento, o Agon também busca constante formação em oficinas e workshops. Para a montagem que estreia em março, por exemplo, o grupo realizou trabalho de voz com o ator londrinense Guilherme Kirchheim, atualmente integrante do Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards (Itália).
            Os integrantes do Agon destacam o desafio de produzir teatro num espaço de referência como Londrina. “Estamos em uma das cidades fundadoras da tradição de grupo no Brasil. Nomes como Proteu, Delta, Armazém, Cemitério de Automóveis, Boca de Baco e o mais recente Núcleo Às de Paus são, para nós, nortes e referências. Por isso, é sempre grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, prova de resistência encarar um trabalho assim. Muita coisa boa foi e é produzida por aqui”.
O espetáculo “Ovo” cumpre temporada de dez apresentações em Londrina nos meses de março e abril. Na sequência, o grupo tem intenção de seguir turnê por outras cidades.
e-Lectra Comunicação