quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Funcart indica: Musical “Predgel, o Messias”


Uma boa dica para quem gosta de musical. Nos próximos sábado (dia 20), às 20h30, e domingo (dia 21), às 20 horas, o Circo Funcart recebe o espetáculo “Predgel, o Messias”, que chega a Londrina depois de uma badalada estréia em palcos catarinenses. Trata-se de uma adaptação da obra homônima do escritor londrinense Reinaldo Favoreto Júnior e encenada pelo Grupo Teatro Carlos Marroco, de Florianópolis. O musical mostra um futuro remoto em que a civilização se vê às voltas com a chegada de um Messias. Na verdade, são sete enviados do Criador, um para cada um dos cinco planetas e duas luas habitadas pelos seres humanos, que há séculos deixaram para trás uma Terra devastada e destruída. O público vai se encantar com a magia do espetáculo, que une música e ficção científica.

Serviço:
Musical “Predgel, o Messias”- Neste sábado (dia 20), às 20h30, e no domingo (dia 21), às 20 horas, no Circo Funcart de Londrina (Av. Souza Naves, 2380),
Valor dos ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia), Com o cupom do Clube do Assinante Folha há desconto de 50%.

Pontos de venda: Pátio San Miguel, Sueko Joias dos Shoppings Catuaí e Boulevard e no site www.viaingressos.com.br

Banda BlueNote leva rock acústico ao Valentino

Show que acontece nesta quinta-feira encerra a edição 2014 do projeto Banda Nova Funcart


             Um repertório da década de 70 à base de rock, funk e blues, executado com a inusitada formação de violão, percussão, sax e gaita. Essa é a proposta da recém-lançada banda BlueNote, que ocupa a Casinha do Bar Valentino nesta quinta-feira (18), às 21 horas, no encerramento do projeto Banda Nova Funcart 2014. O grupo é formado pelos músicos Alexandre Oguido (voz/violão), André Coudeiro (percussão) e Igor Kasuya (sax/gaita), todos estudantes de produção musical em instituições de Maringá e São Paulo. É o segundo show do trio, que promete carreira longa na releitura de clássicos em versão acústica. “A música acaba ficando mais sutil com estes instrumentos e a voz. Não usamos guitarra, mas procuramos manter a energia original das canções”, conta Coudeiro. O couvert do show custa R$ 7. Informações pelo telefone (43)3342-2362.
O projeto - A BlueNote é a quarta e última atração da programação 2014 do projeto Banda Nova Funcart. Desde setembro, mensalmente, apresentaram-se no Bar Valentino as bandas Honey Bee, Antiqua e o conjunto vocal Entre Nós.  Idealizado por Silvio Ribeiro em 2009, o Banda Nova revela ao público artistas da cena musical londrinense com trabalhos de qualidade e que estão em começo de carreira.
Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Banda BlueNote
Projeto Banda Nova Funcart
Dia 18/dez (quinta-feira)
Às 21 horas
Na Casinha do Bar Valentino
(Rua Prefeito Faria Lima, 486)
Couvert: R$ 7

Informações: (43) 3342-2362

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Quarta Tosca arma presepadas de Natal

Projeto de comédia da Funcart faz última apresentação de 2014 levando ao palco do Valentino personagens inesquecíveis às voltas com os festejos natalinos

            Do peru da ceia aos desgostos do amigo secreto, as comemorações do fim de ano já são, por si só, um prato cheio para piadas. Imaginem, então, se os convidados da festa forem os personagens da Quarta Tosca. Eles dão o ar da graça no Bar Valentino nesta quarta-feira (17/dez), às 22 horas, no espetáculo “Então é Natal! E o que você fez?”. É a última oportunidade de dar boas gargalhadas com o grupo de comédia, que esteve fora dos palcos nos últimos três anos e que retornou à cena para duas apresentações especiais a convite do Bar Valentino – uma em outubro e outra agora, em dezembro. O couvert custa R$ 12. Informações pelo telefone (43)3342-2362.
            “Foi muito bacana a experiência de retomar o espetáculo em outubro. Pudemos encontrar na plateia o nosso público cativo, de três anos atrás”, conta Carol Ribeiro, integrante do elenco. Desta vez, os Toscos recuperam personagens e quadros que não entraram na apresentação anterior. É o caso do “Top One”, em que os atores André Demarchi e Bárbara Blanco dão dicas de como solucionar problemas do dia a dia. O público também vai matar a saudade da pobretona metida a besta Cleideneide, das irmãs baianas Aline e Hermeline, da Roberta do Timmy Goiabada e da dupla de fantoches fofos e pervertidos. Claro que não faltarão à festa a escandalosa Andréia Boquetão, a artesã de garrafa pet Xandra e a muambeira paraguaia Kátia Cristina.


            Todas as esquetes desta edição trazem temas ligados ao fim de ano. Disco da Simone rodando na vitrola, os personagens passeiam pelas comilanças em família, trocas de presentes, planos de férias, confusões de formatura, etc. “São assuntos bem humorados e com os quais sempre gostamos muito de fazer piada. Como é uma das últimas apresentações da Funcart, queremos fechar o ano comemorando e reunindo nossos alunos, os artistas e o público”, conta Carol.
            Os Toscos - Originado como extensão da Funcart/Escola Municipal de Teatro, o projeto Quarta Tosca fez grande sucesso entre os anos de 2006 e 2011. Os atores envolvidos fundaram o grupo Os Toscos e passaram a divertir o público londrinense em apresentações regulares no Bar Valetino, sempre na última quarta-feira do mês. A montagem de outubro deste ano integrou as comemorações de 35 anos do Bar Valentino e a programação do Festival de Dança de Londrina.
Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Quarta Tosca em:
Então é Natal! E o que você fez?
Os Toscos
Dia 17 de dezembro (quarta-feira)
Às 22 horas
No Bar Valentino (Av. Faria Lima, 486)
Couvert: R$ 12
Informações: (43) 3342-2362

Ficha Técnica:
Direção: o grupo

Elenco: Adalberto Pereira, André Demarchi, Bárbara Blanco, Carol Ribeiro, Felipe Ferreira, Gio Albuquerque, Thunay Tartari e Rogério Costa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ballet de Londrina ocupa palco do Lago Igapó

Na semana de aniversário dos 80 anos de Londrina, a companhia de dança oficial da cidade presenteia o público com apresentações gratuitas. Nesta quinta (11), sexta (12) e sábado (13/dez), o Ballet de Londrina leva o espetáculo “...à Cidade” ao palco localizado às margens do Lago Igapó I (acesso pela Funcart ou pela Rua da Canoagem). As apresentações começam às 19 horas e tem patrocínio da Prefeitura do Município de Londrina. Informações pelo telefone (43) 3342-2362.

Foto: Fábio Alcover e Mariana Hertel
             Ao som do tango de Astor Piazzolla, “...à Cidade” traz uma coreografia cheia de força e energia, que reproduz o movimento acelerado dos centros urbanos. Formações predominantemente coletivas, cenas simultâneas, malabarismos e lances de dança aérea conferem velocidade aos quadros coreográficos. Em meio ao caos urbano, entretanto, também há lugar para a solidão, para a ternura e para o amor entre os personagens anônimos interpretados pelos bailarinos do elenco. A montagem, dirigida por Leonardo Ramos, estreou em 1996 e é um dos maiores sucessos da trajetória da companhia, que completou 21 anos também esta semana. 

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
“...à Cidade”
Ballet de Londrina
Dias 11, 12 e 13 de dezembro (de quinta a sábado)
Às 19 horas
No palco às margens do Lago Igapó I
Acesso pela Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) ou pela Rua da Canoagem
Gratuito
Informações: (43) 3342-2362

domingo, 7 de dezembro de 2014

Ballet de Londrina inicia distribuição de ingressos

Nesta segunda-feira (8), o Ballet de Londrina começa a distribuir gratuitamente os ingressos para a estreia de seu novo espetáculo “Sem Eira Nem Beira”. A companhia vai ocupar a construção do Teatro Municipal em duas apresentações históricas em comemoração aos 80 anos de Londrina e aos 21 anos de sua trajetória artística: na terça (9) e na quarta (10), às 20h30. O acesso do público à obra do Teatro Municipal será pelo Shopping Boulevard, na porta da praça de alimentação. Os ingressos podem ser retirados na Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3) e são limitados a dois por pessoa. O evento é a última extensão 2014 do Festival de Dança de Londrina, que, nesta edição, propôs uma ocupação inusitada dos espaços da cidade.

Foto: Fábio Alcover
 “Sem Eira Nem Beira” mergulha no Nordeste mítico e extrai suas principais referências do Movimento Armorial, fundado por Ariano Suassuna na década de 1970. Ao som de pífanos, zabumba, viola e rabeca, a coreografia de Leonardo Ramos e Marciano Boletti funde as danças populares nordestinas com a linguagem contemporânea da companhia. A obra é uma homenagem à festa e à religiosidade de uma gente simples, que constrói uma cultura visionária. 

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
 “Sem Eira Nem Beira”, do Ballet de Londrina
Distribuição de ingressos para o espetáculo
A partir de segunda-feira (8/dez)
Na Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3)
Gratuito
Limitado a dois ingressos por pessoa

sábado, 6 de dezembro de 2014

As riquezas dos “Sem Eira Nem Beira”

Ballet de Londrina ocupa construção do Teatro Municipal e estreia espetáculo inspirado na cultura popular do Nordeste. Apresentação é extensão do Festival de Dança em homenagem aos 80 anos da cidade

            O Teatro Municipal de Londrina, cujos pilares de concreto começam a sair do chão, no Marco Zero, vai receber seu primeiro espetáculo. A construção será palco de “Sem Eira Nem Beira”, nova montagem do Ballet de Londrina, que estreia nos dias 9 e 10 de dezembro, às 20h30, como comemoração aos 80 anos da cidade.  A entrada é gratuita. Os ingressos podem ser retirados a partir de segunda-feira (8), na Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e na loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3). Informações pelo telefone (43) 3342-2362. 

Em nova montagem, companhia traz a cultura nordestina a Londrina. Foto:
 Fábio Alcover
 Inspirado na cultura popular, “Sem Eira Nem Beira” agrega a dança dos brincantes nordestinos à linguagem contemporânea com a qual o Ballet de Londrina ficou conhecido nacionalmente. Assim, manifestações como o frevo, o maracatu, o caboclinho, o cavalo marinho e as quadrilhas aparecem estilizados numa coreografia que transporta o espectador para as festas e para a devoção do Nordeste brasileiro. Após peças mais soturnas, como “A Sagração da Primavera” (2011) e “Decalque” (2007), “Sem Eira Nem Beira” aparece como o espetáculo mais luminoso da trajetória recente da companhia. 

“Toda vez que me sinto na zona de conforto, eu procuro me reinventar. Em ‘Sagração’, percebemos que o corpo do elenco já dominava totalmente a linguagem horizontal com a qual ficamos conhecidos. Neste espetáculo, avançamos em outras direções, fundindo o clássico e o popular – que é uma característica do Movimento Armorial. Há uma desorganização proposital na coreografia, que remete à dança de rua do Nordeste, permeada de religiosidade e festividade, onde tudo começa e termina ”, explica o diretor Leonardo Ramos. 

Já na primeira cena, uma grande escultura de Nossa Senhora da Conceição, moldada pelo artista plástico Edson Massuci, conduz a legião de devotos representada pelo elenco. Em instantes, as formações predominantemente coletivas e circulares dos bailarinos transformam a aura mística. A coreografia faz referência às celebrações públicas e à dimensão privada de personagens anônimos, sem eira nem beira na vida, mas irradiadores de uma cultura visionária, que unifica sagrado e profano, erudito e popular, alegria e dor. 

Em nova montagem, companhia traz a cultura nordestina a Londrina. Foto:
 Fábio Alcover
 Destinos nordestinos - A montagem reata os laços de Leonardo Ramos com a sua terra natal. O diretor nasceu e passou a juventude em Olinda (PE), o que faz com que a nova criação seja genuinamente pautada na memória. “A dança e a música em Pernambuco estão ligadas a tudo. O carnaval é um fenômeno que não acontece só em três dias, mas em eventos durante o ano todo. Sem contar as troças de frevo, as tribos de caboclinhos, as várias correntes de maracatu, o pastorinho de Natal, o bumba meu boi, as cirandas da Ilha de Itamaracá”, recorda. 

Mesmo com todas as cores, ritmos e movimentos que influenciaram sua formação estética, Ramos conta que sua busca na dança contemporânea, ao longo dos 21 anos à frente do Ballet de Londrina, foi sempre pela sistematização de uma linguagem própria. Este é o primeiro espetáculo em que tangencia de forma declarada a cultura popular e encontra nela a primazia e o virtuosismo próprios do erudito – ideologia que norteou o Movimento Armorial, criado em Recife por Ariano Suassuna em 1970, e que abarcou linguagens que vão das artes plásticas à música. 

“No ano passado, eu já tinha um pouco da coreografia com outra trilha sonora, mas sentia que ela estava vazia. Achei o primeiro disco do Quinteto Armorial em casa. Com a música, os movimentos foram ganhando sentido e a memória foi me puxando. Lembrava de minhas duas tias, Cilinha e Toni, que tinham uma relação muito forte com o carnaval. Lembrava também a convivência com a minha mãe, que apesar de não ser uma mulher de festa, lia muito Jorge Amado, João Cabral e Ariano Suassuna”, explica o diretor.

Em nova montagem, companhia traz a cultura nordestina a Londrina. Foto:
 Fábio Alcover
 O espetáculo, aliás, é dedicado ao autor de O Auto da Compadecida. Quando Suassuna faleceu, em julho deste ano, “Sem Eira Nem Beira” já estava em pleno processo. “Eu li muito sobre Ariano, vi suas entrevistas mais antigas para esta montagem. Ele era dono de grande inteligência e de um imenso espírito de preservação cultural. Ajudou as pessoas a entenderem o valor de sua arte e influenciou uma legião de artistas”, pontua. A trilha da montagem é composta pelos pífanos, violas, rabecas e zabumbas do disco Do Romance ao Galope Nordestino (1974), primeiro álbum do Quinteto Armorial. 

Quatro mãos – Pela primeira vez, Leonardo Ramos divide a assinatura de uma coreografia do Ballet de Londrina. “Sem Eira Nem Beira” é uma co-criação de Marciano Boletti, atual ensaiador e bailarino mais antigo da companhia. Com 42 anos de idade –  21 dedicados ao Ballet – Marciano é, segundo o diretor, um dos possíveis nomes na sua futura sucessão. “Marciano começou a trabalhar comigo aos 17 anos, eu vi sua transformação: um garçom que virou bailarino. Graças à sorte da convivência, ele já entende como eu penso e eu sei o modo com o qual ele raciocina. Foi uma parceria muito feliz”.

Nas apresentações do dia 9 e 10, serão liberados 600 lugares por sessão. O público ficará acomodado nas arquibancadas já construídas e o espetáculo acontecerá no tablado instalado sobre o chão de terra, na porção onde vai ser o palco do Municipal. O acesso do público será pelo Shopping Boulevard (Av. Theodoro Victorelli, 150), na porta localizada próxima aos cinemas e à praça de alimentação. Recomenda-se que, para maior conforto, os espectadores levem uma almofada para o assento. 

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Sem Eira Nem Beira
Estreia do Ballet de Londrina
Extensão do Festival de Dança de Londrina
Dias 9 e 10 de dezembro (terça e quarta-feira)
Às 20h30
Na construção do Teatro Municipal / Marco Zero (o acesso ao público será pelo Shopping Boulevard, na Av. Theodoro Victorelli, 150 )
GRATUITO
Retirada dos ingressos a partir de segunda-feira, dia 8, na Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3).  Cada pessoa poderá retirar, no máximo, dois ingressos.
Para maior comodidade, levar uma almofada de assento no dia da apresentação.

Ficha Técnica:
Sem Eira Nem Beira
Ballet de Londrina
Direção e criação: Leonardo Ramos
Coreografia e ensaios: Leonardo Ramos e Marciano Boletti
Elenco: Alessandra Menegazzo, Ariela Pauli(trainee), Bruno Calisto, Cláudio de Souza, Giovana Machado, José Maria, José Ivo, Kamila Oliveira, Marciano Boletti, Matheus Nemoto, Nayara Stanganelli, Regina Zama Altran, Thiago Spengler, Vitor Rodrigues, Viviane Terrenta.
Músicas: Quinteto Armorial: Fernando Torres Barbosa, Egildo Vieira do Nascimento, Antônio Nóbrega, Antônio José Madureira, Edison Eulálio Cabral
Direção de produção: Danieli Pereira
Assessoria de comunicação: Renato Forin Jr.
Fotos: Fábio Alcover e Mariana Hertel
Designer Gráfico: João Damiano
Web: Cláudio de Souza
Imagem de Nossa Senhora da Conceição: Edson Massuci
Figurinos: Raphael Magalhães
Fisioterapia: Marcelo Sayun
Técnicos de Palco: Roberto Rosa e Romildo Ramalho Ramos

Funcart oferece atrações gratuitas no fim de semana

O fim de semana está repleto de espetáculos imperdíveis para quem gosta de dança e teatro em Londrina. E o melhor: todos gratuitos. 

A programação começa no sábado (6) ao meio-dia, no Calçadão de Londrina (próximo ao Banco do Brasil). Lá, a Escola Municipal de Teatro apresenta “Terra do Nunca”, remontagem da peça escrita por Nitis Jacon e que fez grande sucesso na década de 1990 com o Grupo Proteu. O espetáculo, que tem direção de Silvio Ribeiro, adapta a história de Peter Pan e a ambiente nas ruas de Londrina, onde jovens viciados em drogas deparam-se com os mais diversos tipos de dificuldades, como o confronto com a polícia e a fome. Eles buscam a fuga dos problemas no mundo fantasioso proporcionado pelos entorpecentes. Logo após, às 15 horas, o espetáculo será reapresentado no Jardim Vista Bela (Rua Celeste Conto Moro, próximo à creche do bairro). No domingo (7), às 16 horas,“Terra do Nunca” chega ao Zerão (no gramado atrás do Anfiteatro). A montagem tem patrocínio do Promic, o Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

“Terra do Nunca” – Teatro – Escola Municipal de Teatro. Foto: Priscila Souza
 Já quem aprecia dança vai poder conferir, em primeira mão, a pré-estreia do novo espetáculo do Ballet de Londrina. A companhia oficial da cidade apresenta uma prévia de “Sem Eira Nem Beira”, em que o diretor Leonardo Ramos mergulha nas influências da cultura popular e do Nordeste mítico. Sua principal inspiração foi o Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, escritor falecido este ano a quem o balé é dedicado.  Manifestações como o frevo, o maracatu, o caboclinho e o bumba meu boi aparecem na coreografia estilizados pela linguagem contemporânea da companhia, que completa 21 anos este mês. A apresentação será no sábado (6), às 17 horas, no Ginásio de Esportes Moringão. A estreia oficial de “Sem Eira Nem Beira” acontece n semana que vem – dias 9 e 10 de dezembro, às 20h30, na construção do Teatro Municipal. O patrocínio é da Prefeitura de Londrina.

“Sem Eira Nem Beira” – Dança – Ballet de Londrina - Foto:
 Fábio Alcover e Mariana Hertel

 Mais informações pelo telefone (43) 3342-2362. 

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

“Dom Quixote” leva 300 bailarinos ao Moringão

Escola Municipal de Dança adapta clássico da dança em grande espetáculo, que integra as comemorações dos 80 anos de Londrina

         A história do amor proibido entre a bela Kitri e o barbeiro Basílio, permeada pelos confrontos entre toureiros e pela festa dos ciganos, tem emocionado plateias de todo o mundo desde o século XIX. O célebre balé de repertório será apresentado em Londrina em versão adaptada pela Escola Municipal de Dança, que leva mais de 300 bailarinos à grande estrutura cenográfica montada no Ginásio Moringão. As sessões acontecem nesta sexta (5) e sábado (6), às 20 horas. Os ingressos já estão à venda na Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3) a R$16 e 8 (meia). Mais informações pelo telefone (43) 3342-2362.

         Baseada no romance homônimo de Miguel de Cervantes, a obra foi originalmente criada pelo coreógrafo Marius Petipa e pelo compositor Ludwing Minkus em 1869. Ela narra as aventuras de Dom Quixote e de Sancho Pança em meio ao romance dos dois jovens amantes. O pai de Kitri proíbe o relacionamento e obriga a filha a casar-se com o rico e excêntrico Gamache. Descumprindo a determinação, Kitri foge com Basílio e os dois encontram abrigo em um acampamento cigano. Entre sonhos e fantasias, Dom Quixote confunde Kitri com sua amada Dulcinéia e, para protegê-la, trava uma batalha contra os moinhos de vento, como se fossem imensos gigantes. É o próprio Dom Quixote que acaba convencendo o pai de Kitri a casá-la com Basílio, após o barbeiro simular um suicídio por amor.

Foto: Fábio Alcover, Mariana Hertel e Renato Forin Jr.
         A narrativa é colocada em cena por meio de pantomimas e coreografias que intercalam conjuntos, duetos e solos. A Escola Municipal de Dança adaptou a estrutura do clássico diminuindo-o de quatro para três atos e inserindo uma cena final – a celebração do casamento de Kitri com Basílio.  Este epílogo foi extraído do balé Paquita, outra obra de repertório que dialoga com Dom Quixote pela influência hispânica. “Decidimos fazer uma revisão do clássico, inserindo Paquita ao final. Paquita era, na verdade, o 5º ato de Dom Quixote quando a obra foi criada. Mas, como ela ficava muito longa, os criadores resolveram dividir em dois balés. Nós restabelecemos a ligação entre eles”, explica Sonia Secco, coordenadora da Escola Municipal de Dança e que assina a direção do espetáculo junto dos professores Luciana Lupi, Marciano Boletti e Alexandro Micale. Os dois últimos integram o elenco nos papéis de Sancho Pança e Gamache, respectivamente.

         De acordo com Sonia, a adaptação confere nova significação a Dom Quixote, já encenado em versão integral pela Escola em 2013. “Quem assistiu no ano passado, vai ver um espetáculo diferente. No pas de deux de Paquita, todo o corpo de baile está em cena, todos devem estar afinados tecnicamente e emocionalmente com os bailarinos protagonistas”, pontua.

         Os protagonistas em questão – os noivos Kitri e Basílio – são interpretados por Bruna Camila e Matheus Nemoto, ela formada e ele formando da Escola Municipal de Dança. Matheus foi o último londrinense aprovado na disputada seletiva da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e foi condecorado como melhor bailarino da Mostra Paranaense de Dança em 2014.

Foto: Fábio Alcover, Mariana Hertel e Renato Forin Jr.
O elenco de Dom Quixote é composto por professores e alunos do curso de balé clássico da Funcart, do 1º Ao 8º ano. O espetáculo conta também com a participação especial de integrantes do Ballet de Londrina (Vitor Rodrigues, Kamila Oliveira e o próprio Matheus) e dos convidados Carlos Eduardo Borges e Rodolfo Goulart, que já cursaram dança na Fundação londrinense e hoje estão radicados no Rio de Janeiro.

         Além da qualidade técnica, essencial para a execução de um balé de repertório com estas proporções, Sonia Secco destaca que outro atrativo da montagem é o clima festivo da música e da coreografia – universo muito  próximo do brasileiro. “Dom Quixote é ambientado numa Espanha antiga, repleta de leques, cores e flores, e a música é muito vibrante, o que gera identificação e empatia com o público”, pontua.

Todo o financiamento de “Dom Quixote” foi feito de forma independente, por meio de uma força-tarefa que envolveu alunos, pais e professores. A produção foi custeada por ações entre amigos, promoções e bilheterias de temporadas de dança da Escola durante o ano.

No Moringão, será liberada para a audiência apenas a arquibancada frontal ao palco, o que totaliza mil e duzentos lugares por sessão. Como a saída dos ingressos tem sido grande, a Funcart alerta que o público adquira os bilhetes com antecedência nos pontos de venda.

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Dom Quixote
Escola Municipal de Dança de Londrina
Dias 5 e 6 de dezembro (sexta e sábado)
Às 20 horas
No Ginásio de Esportes Moringão (Rua Gomes Carneiro, 315)
Ingressos: R$ 16 e 8 (meia)
Pontos de venda: Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380) e Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3)
Informações: (43) 3342-2362

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ingressos para Dom Quixote já estão à venda na Funcart

Nos dias 5 e 6 de dezembro, a Escola Municipal de Dança apresenta no Ginásio Moringão a versão integral do balé Dom Quixote, uma das maiores montagens já realizadas pela Funcart. Ao todo, mais de 300 bailarinos entram em cena nos quatro atos do espetáculo, que conta com mudanças de cenários e figurinos luxuosos. Os ingressos já estão à venda e, até a terça-feira (2/dez), podem ser adquiridos pelo valor promocional de R$ 8 (preço único). Depois desta data, as entradas voltam ao valor normal de R$ 16 e R$ 8 (meia). Os pontos de venda estão instalados na Funcart do centro e da Zona Norte (Rua Senador Souza Naves, 2380 / Av. Saul Elkind, 790) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3). Mais informações pelo telefone (43) 3342-2362.


Dom Quixote, famoso balé de repertório, conta a história do amor proibido entre a jovem Kitri e o barbeiro Basílio em meio às confusões do sonhador Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança. Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes, o balé é ambientado na Espanha antiga, por onde desfilam belas bailaoras, ciganos e toureiros. Durante o espetáculo, que tem pouco mais de duas horas de duração, o público vai conferir o grand pas de deux, além de vários solos e conjuntos. A montagem conta com a participação especial de integrantes do Ballet de Londrina e de bailarinos da Escola premiados em importantes concursos, como Matheus Nemoto, o mais novo londrinense a ingressar no Bolshoi Brasil. A adaptação coreográfica de Dom Quixote é de Alexandro Micale, Luciana Lupi, Marciano Boletti e Sonia Secco, coordenadora da Escola Municipal de Dança.

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Dom Quixote – Escola Municipal de Dança/Funcart
Ingressos à venda
Ingresso promocional: R$ 8 (preço único) - até 2/dez
Valor normal: R$ 16 e R$ 8 (meia) – a partir de 3/dez
Pontos de venda: Funcart do centro (Rua Senador Souza Naves, 2380), Funcart da Zona Norte (Av. Saul Elkind, 790) e na Loja Shop Ballet (Rua Pio XII, 64 – loja 3).

Informações: (43) 3342-2362

EMT reapresenta peças do Proteu no fim de semana

"Terra do Nunca". Foto: Priscila Souza
Este mês, a Escola Municipal de Teatro/Funcart estreou duas remontagens de peças históricas do Grupo Proteu, escritas por Nitis Jacon: “Bodas de Café” (original de 1984) e “Terra do Nunca” (da década de 90). Quem não conseguiu assistir durante a temporada vai ter a oportunidade de conferir os espetáculos neste fim de semana. “Terra do Nunca” será apresentado gratuitamente neste sábado (29), ao meio-dia, no Calçadão de Londrina (proximidades do Banco do Brasil). Já “Bodas de Café” será encenado no domingo (30), às 20h30, no Circo Funcart, com ingressos a R$10 e R$5.

Os dois espetáculos marcaram época na trajetória do Proteu e abordam questões ligadas a Londrina. “Terra do Nunca” promove uma reescritura da narrativa de Peter Pan, utilizando como personagens os jovens viciados em drogas que vivem em condição de vulnerabilidade nas ruas da cidade. À cata de qualquer ilusão, os adolescentes esbarram em um Capitão Gancho bêbado e em policiais que lhes confrontam. A direção é de Silvio Ribeiro.

“Bodas de Café”, por sua vez, conta a história de Londrina desde a década de 30 pelo viés de personagens reais e esquecidos nas narrativas oficiais, como os lavradores, os migrantes, as prostitutas e os militantes políticos. Por meio do metateatro, os atores revelam procedimentos de construção da montagem. Carol Ribeiro e Simone Andrade assinam a direção.

"Bodas de Café". Foto: Priscila Souza
O projeto das remontagens de peças de Nitis Jacon comemora os 80 anos de Londrina e conta com o patrocínio do Promic, Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Ao todo, são quase 40 atores - entre formandos e alunos da Funcart - envolvidos nos espetáculos.

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Terra do Nunca
Dia 29 de novembro (sábado)
Ao meio-dia
no Calçadão de Londrina
(Nas proximidades do Banco do Brasil)
Gratuito
Classificação indicativa: Livre

Bodas de Café
Dia 30 de novembro (domingo)
Às 20h30
No Circo Funcart
(Rua Senador Souza Naves, 2380)
Ingressos a R$10 e R$5
Classificação indicativa: 16 anos

Informações: (43) 3342-2362

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

“Conversa de Botequim” no Bar Valentino

Coro cênico estreia espetáculo em homenagem aos compositores brasileiros dentro do projeto Banda Nova Funcart

            Eu, hein, Rosa?! Andou por aí traindo Noel, maldizendo o rapaz, botando a maior banca. Agora o caso, que começou num botequim, vai terminar na cadeia.  A trama amorosa perpassa o espetáculo que o grupo vocal Entre Nós apresenta nesta quinta-feira (27), às 21h30, no Bar Valentino - última atração do projeto Banda Nova Funcart 2014. O couvert é de R$10. O coro de vozes, formado em sua maioria por alunos e ex-alunos do curso de música da Universidade Estadual de Londrina, avança para o campo do teatro neste novo trabalho, que conta com a direção de Silvio Ribeiro.

            Noel e Rosa são, na verdade, bonecos em tamanho real manipulados pelos quinze integrantes do grupo. Os encontros, os afetos e os avessos dos sentimentos do casal ganham contornos poéticos pelo trabalho coral que os cantores-atores realizam ao longo da montagem, intitulada “Conversa de Botequim”. “É um espetáculo inteiro cantado; há apenas algumas partes de fala que costuram uma canção a outra. O roteiro é simples, mas a graça está em contá-lo por meio da música, descobrindo novos caminhos”, comenta o diretor.

Músicos do grupo Entre Nós, criado em 2010, lançam-se no desafio da interpretação teatral de canções. Foto: Fernando Kozu
            Silvio foi o responsável por delinear o enredo a partir das canções que o grupo vocal, fundado em 2010, já tinha no repertório. No set list, estão clássicos criados por compositores fundamentais da música popular brasileira, como Palpite Infeliz (Noel Rosa), Injuriado (Chico Buarque), Insensatez (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e De frente pro crime (João Bosco e Aldir Blanc). O diferencial do Entre Nós é o estudo da interpretação em arranjos vocais próprios e de arranjadores de destaque como Marcos Leite, Pablo Trindade e Celso Branco. Os cantores são acompanhados pelos instrumentistas Ariel Moreira (piano), Matheus Ribeiro (percussão e cavaquinho) e Lucas Dias (percussão).

            De acordo com o diretor Silvio Ribeiro, o trabalho teatral realizado com o grupo foi diferenciado. “Não tive a preocupação em formá-los atores. A intenção foi fazer com que eles se sentissem à vontade na proposta dramatúrgica e que diminuíssem vícios, como o de seguir o pulso da música com movimentos do corpo”, explica. Os ensaios semanais do trabalho aconteceram na Funcart de julho a novembro.  

            Após a estreia no Bar Valentino, o Entre Nós pretende continuar com “Conversa de Botequim” em outros ambientes e levar o espetáculo a festivais. A apresentação desta quinta fecha a programação 2014 do Banda Nova Funcart. O projeto apoia, desde 2009, trabalhos consistentes e autorais de Londrina, revelando novos talentos da cena musical. Em setembro e outubro, o Banda Nova levou ao palco do Bar Valentino, respectivamente, a Honey Bee e a Banda Antiqua.

Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa Funcart)

Serviço:
“Conversa de Botequim” – Banda Nova Funcart
Grupo Entre Nós
Dia 27 de novembro (quinta-feira)
Às 21h30
No Bar Valentino (Rua Prefeito Faria Lima, 486)
Couvert: R$10
Informações: (43) 3342-2362

Ficha técnica:
Direção: Silvio Ribeiro
Elenco: Monique Kodama, Flávia Striquer, Heloisa Trida, Thabata Alvarenga, Mariana Sella, Daiane Salema, Flávio Collins, Isaque Ribeiro, Fernando Magre, Gabriel Barbosa, Melquiades Arcoverde, Thiago Barcelos, Ariel Moreira, Matheus Ribeiro e Lucas Dias.
Confecção de bonecos: Fábio Oliveira

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Últimas apresentações de “Bodas de Café”

Foto: Priscila Souza
O espetáculo teatral “Bodas de Café” entra na reta final das apresentações. A montagem fica em cartaz até a próxima terça-feira (25/nov), diariamente às 20h30, no Circo Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380), com ingressos a R$10 e R$5 (meia). A peça, escrita por Nitis Jacon e pelo lendário Grupo Proteu em 1984, foi remontada pela Escola Municipal de Teatro em homenagem aos 80 anos de Londrina. Ela conta a trajetória da cidade desde a sua fundação pela ótica de personagens curiosos e excluídos da história oficial, como as prostitutas, os lavradores, os imigrantes e os trabalhadores anônimos. Todas as figuras são reais e foram trazidas para a ficção por meio de pesquisas e entrevistas realizadas pelos atores do Proteu. Na época, o espetáculo circulou por todo o Brasil e teve trechos censurados pela ditadura militar. A remontagem conta com a participação de 16 atores da Funcart sob a direção de Carol Ribeiro e Simone Andrade. O patrocínio é do Promic, Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Informações pelo telefone (43) 3342-2362.

Texto escrito por Nitis Jacon e pelo Grupo Proteu volta à cena em comemoração aos 80 anos de Londrina. Foto:Priscila Souza
Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Bodas de Café
Até 25 de novembro
Apresentações diárias
Às 20h30
No Circo Funcart
(Rua Senador Souza Naves, 2380)
Ingressos a R$10 e R$5
Classificação indicativa: 16 anos

Informações: (43) 3342-2362

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Época de ouro do teatro londrinense

Escola Municipal de Teatro comemora os 80 anos de Londrina com a remontagem de duas peças históricas do Grupo Proteu

            O Grupo Proteu, criado por Nitis Jacon em 1978, foi um dos protagonistas do movimento teatral que colocou Londrina em posição de destaque no cenário nacional das artes cênicas. Com montagens emblemáticas ao longo de mais de duas décadas, a trupe pé-vermelha ficou conhecida pela ousadia e inventividade nos palcos, inclusive nos anos sombrios da ditadura militar. Duas dramaturgias do Proteu, assinadas por Nitis, voltam à cena a partir deste fim de semana por iniciativa da Escola Municipal de Teatro.

            A peça de rua “Terra do Nunca” será encenada neste domingo (16/nov), às 17 horas, no pátio externo da Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380), com entrada gratuita. Já “Bodas de Café” estreia na segunda-feira (17) e segue temporada ininterrupta até o dia 25 de novembro, sempre às 20h30, no Circo Funcart. Os ingressos custam R$10 e R$5 (meia). Os dois espetáculos foram remontados em comemoração aos 80 anos da cidade. O projeto conta com patrocínio do Promic, Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

            A escolha dos dois textos no vasto repertório do Proteu não foi fortuita. Ambos trazem um retrato sócio-histórico de Londrina e permanecem atuais, sobretudo pela inteligência, pelo humor ácido e pela construção poética. Enquanto “Terra do Nunca”, da década de 90, investiga a realidade dos meninos de rua que perambulam pela cidade, viciados em drogas, “Bodas de Café” conta a trajetória de Londrina a partir da ótica de personagens reais e à margem da história oficial. Este último foi montado por Nitis originalmente em 1984 como parte das comemorações do aniversário de 50 anos de Londrina.

            As remontagens pela EMT têm coordenação de Silvio Ribeiro e contam com a participação de 37 atores, entre formandos e alunos da Funcart. “Escolhemos peças que falam de personagens que corriam o risco de ficarem esquecidos se não fosse o trabalho do Proteu. Quando assisti a ‘Bodas’ pela primeira vez foi que comecei a me sentir realmente de Londrina, porque era uma história bonita, interessante, séria. Nitis foi, para mim, uma escola e por isso é um desafio e uma honra prestar esta homenagem”, afirma Silvio.

Desde o início do ano, o grupo mergulhou na história do Proteu e no antigo processo de construção dos espetáculos. Assistiram a vídeos da época, tiveram acesso a fotos e a programas originais e contaram com a colaboração de atores do grupo de Nitis, que conduziram bate-papos e acompanharam alguns ensaios. Dentre eles, Josy Galvão, Remir Trautwein, Poka Marques, Zeca Cenovicz, Emilia Myiazaki e Cláudio Rodrigues, que assina a produção executiva das duas remontagens e a assistência de direção de “Terra do Nunca”.

“O projeto é uma linda homenagem e as peças são muito atuais. É emocionante ver como estes jovens atores embarcaram neste sonho” comenta Cláudio Rodrigues. Ele – que permaneceu no Proteu de 1979 a 2002 – recorda os processos colaborativos do grupo e os ensaios no Teatro Ouro Verde madrugada a dentro. “Lembro que o ‘Bodas de Café’ teve uma passagem para os censores da ditadura assistirem. Eles riscavam trechos do texto, mas, mesmo assim, depois, a gente tinha coragem de falar em cena. Muita gente saía incomodada com a peça porque era uma coisa real. Em ‘Terra do Nunca’ também colocávamos o dedo na ferida ao abordar a questão das drogas”.

Bodas de Café – O texto de “Bodas de Café” que foi utilizado pela EMT é datilografado e ainda traz os carimbos da censura em algumas páginas. Com o raro material em mãos, as diretoras Carol Ribeiro e Simone Andrade buscaram o máximo de fidelidade à encenação original, adaptando apenas gírias e expressões da época. A peça conta a formação e transformação de Londrina desde a década de 1930 até os anos 80 por uma perspectiva muito particular: a de personagens ocultos, como os lavradores, as prostitutas e os imigrantes. Todas essas figuram existiram na realidade e muitas estavam na plateia na estreia em 1984.


“O texto é uma obra-prima, com posicionamento política e inteligência teatral. Ele explora muito a metalinguagem, mostra os atores pesquisando e traz a figura do ator-coringa, que vai se transformando nos personagens”, explica Carol Ribeiro. A montagem da Escola também optou pela exposição dos processos. No palco, há apenas objetos cênicos, como escadas, cordas e araras de figurinos. A trupe constrói aos poucos os espaços e as caracterizações. A iluminação trabalha com escalas cromáticas que vão dos tons monocromáticos de 30, passando pelo sépia, até o colorido dos anos 70.

Terra do Nunca – Na década de 90, o Bosque de Londrina era o principal reduto de meninos e meninas que cheiravam cola, droga da moda. Sensíveis às condições miseráveis destes adolescentes, Nitis Jacon e a atriz Maria Fernanda Coelho elaboraram uma releitura da narrativa de Peter Pan, ambientando todos os personagens naquele contexto marginal. O Proteu levou o espetáculo justamente ao Bosque. Na remontagem, Silvio Ribeiro mantém a cola como metáfora para todos os entorpecentes, principalmente o crack, que continua vitimando jovens.


Em uma das viagens alucinógenas, os personagens embarcam para a “Terra do Nunca”, um lugar de fantasias e ilusões, que disfarçam a fome e a realidade perversa. Sininho é uma prostituta; Capitão Gancho é um bêbado valente; Wendy é a moça idealizada em quem os meninos depositam todas as suas carências. Cenas de confronto com a polícia e de profissionais ‘bem-intencionados’ que abordam os usuários de drogas conferem o tom crítico da montagem.

Silvio Ribeiro - que assinava a música da montagem original, junto de Simone Mazzer e de Mário Fragoso - conta que o espetáculo teve um grande impacto sobre ele na época. “A peça expõe de maneira muito crua e difícil a condição dos meninos de rua. Fiquei tomado por aquilo, parei com o teatro uma época e decidi fazer um trabalho social no Acalon Escola-Oficina (projeto que atendia crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social), onde permaneci por dez anos”, comenta.

Após a apresentação de domingo na Funcart, “Terra do Nunca” circula por espaços abertos, por escolas e por outras instituições. No dia 28 de novembro, o espetáculo será encenado às 10 horas no Convento das Irmãs de Santa Ana (Jardim Monte Belo). No dia 29, ao meio-dia, chega ao Calçadão de Londrina.
Renato Forin Jr. (assessoria de imprensa)

Serviço:
Bodas de Café
De 17 a 25 de novembro
Às 20h30
No Circo Funcart
(Rua Senador Souza Naves, 2380)
Ingressos a R$10 e R$5
Classificação indicativa: 16 anos

Terra do Nunca
Dia 16 de novembro (domingo)
Às 17 horas
No pátio externo da Funcart
(Rua Senador Souza naves, 2380)
Gratuito
Classificação indicativa: Livre

Informações: (43) 3342-2362